Para porcos, no mato, pouco intento;
Para onças no campo, muitas antas;
No alto-mar que navegam as jamantas;
No quintal do roceiro, um jumento.
É preciso pisar as terras santas
E clamar os seus nomes contra o vento
E apostar no berreiro do rebento -
Transmutar colo, peito, fralda e mantas.
Nessa valsa demais indecorosa,
A arrogância, a altivez que ora a orna
Dá ensanchas a mui perversa sina:
O querer entronar-se, gloriosa,
A patética sanha da descorna
Do vacum que troveja e que malsina.
13 de Julho, Celebração dos 96 anos de António Gentil Martins, com
apresentação do livro “António Gentil Martins: uma vida, muitas vidas”
(edição revista e aumentada), de Ana Sofia Silva Lopes
-
*Para encomendar: info@movimentolusofono.org*
*Colecção Nova Águia: https://www.zefiro.pt/category/filosofia-nova-aguia*
*Outras obras promovidas pelo...
Há 19 horas

