Para porcos, no mato, pouco intento;
Para onças no campo, muitas antas;
No alto-mar que navegam as jamantas;
No quintal do roceiro, um jumento.
É preciso pisar as terras santas
E clamar os seus nomes contra o vento
E apostar no berreiro do rebento -
Transmutar colo, peito, fralda e mantas.
Nessa valsa demais indecorosa,
A arrogância, a altivez que ora a orna
Dá ensanchas a mui perversa sina:
O querer entronar-se, gloriosa,
A patética sanha da descorna
Do vacum que troveja e que malsina.
Terra natal, poema
-
São Luís:
o largo do desterro,
a ladeira dos afogados,
as tripas da discórdia,
o boqueirão das vontades,
o beco das dores íntimas,
o silêncio em c...
Há 18 horas


Nenhum comentário:
Postar um comentário