quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Olhos de Campos Floridos - A um “coração que pulsa sob plumas”.

          Nunca entenderemos a mente humana, os escaninhos da alma... Imediatamente após meu divórcio, eis que escrevi o que segue. Não há explicações... ou as há para poucos...

Teus olhos, quando os vi, à vez primeira,
Gelaram-me os sentidos e a razão,
De vez que nunca houvera essa altaneira
Paisagem divisado o coração.

Van Gogh, mesmo gênio, sem visão,
Jamais acertaria a sobranceira
Colina, misto ousado co’o sertão,
"Tes yeux" que, belos, mandam ribanceira

Abaixo, em queda livre e sem fim,
Em verdes e amarelos insondáveis
Àqueles tais que, soltos, encantados,

O Paraíso viram extasiados,
Tão puros e tão loucos e incansáveis –
Oh verdes girassóis que trago em mim!

Um comentário:

Marília Lima disse...

Já que havia um poema feito para você, antes mesmo de nos conhecermos, nada mais justo do que um poema para mim, mesmo após nos separarmos. (rsrsrs)
Bj!